Um blogue de contos fora das gavetas e não só... porque a escrever é que nos entendemos.
publicado por OPTD | Quarta-feira, 05 Janeiro , 2011, 22:24

 

Resumo[1]:

Certo dia, um jornalista todo entusiasmado foi visitar uma cidade, Lixolândia, habitada por enormes quantidades de lixo e poucas pessoas.
Havia poucas pessoas, porque aquela cidade era muito poluída e as pessoas iam-se embora por causa disso.
O jornalista decidiu entrevistar os Ecopontos que estavam muito tristes porque não eram usados por ninguém.

Os ecopontos resolveram fazer uma canção para ensinar às pessoas como deviam tratar o lixo.
A partir desse dia, todas as pessoas mudaram completamente o seu comportamento. As ruas estavam limpas e principalmente os Ecopontos estavam cheios e agora estavam muito felizes.
Tudo mudou e até o nome da cidade mereceu uma modificação, passou a chamar-se «Ecolândia».
A cidade passou a ser habitada por muita gente e todos viveram felizes.

 

Personagens:

 

Jornalista

Plasticão

Papelão

Vidrão

Pilhão

Oleão

Electrão

Rolhão

Adultos

Crianças



[1] Inspirado livremente de <http://osamigosdoambiente.blogspot.com/2008/04/pea-de-teatro-ecolndia.html>, consultado a 24 de Outubro de 2010.

 

I acto

 

A cidade de Lixolândia, lixo por todo o lado. Os ecopontos estão escondidos debaixo do lixo (papel, cartão, embalagens de plástico e metal, vidro, pilhas, electrodomésticos, rolhas, óleo...). Os adultos preparam malas para sair da cidade e andam de um lado para o outro à procura de uma saída e das crianças, desaparecidas misteriosamente. O jornalista tenta entrevistar um adulto.

 

Cena 1

 

Jornalista – (com um microfone ou um gravador na mão) Eh, onde é que vão? Venho cá para fazer uma entrevista e descobrir mais sobre a vossa cidade e vão-se embora?!

Adulto – (de dedos a apertar o nariz e com uma mala na mão) Desculpa, mas não podemos falar! Cheira muito mal!

Jornalista – (apercebendo-se) Ah, pois é! Que horror! De onde vem este cheiro? (e põe também a mão no nariz)

Adulto – Não vês?! É do lixo todo que está espalhado na nossa cidade. É por isso que se chama Lixolândia. Já não se aguenta mais! Temos de ir embora para outra cidade com menos lixo… Adeuzinho! Mas onde estarão os meus filhos? (espreita debaixo do lixo)

Jornalista – E deixam-me aqui sozinho?!

Adulto – Tens aí muito lixo. Fala para o lixo, que ele diz-te o que queres saber… (a gozar com o jornalista)

Jornalista – Muito engraçado… O que é que eu vou dizer agora lá para o jornal?!

 

Cena 2

 

Ecopontos – (todos juntos, tossem) Hum, hum…

Jornalista – (alto) Quem está aí?

Ecopontos – (todos juntos) Estamos aqui debaixo! Ajuda-nos! Por favor!

Jornalista – Mas quem está a falar?! Será que são fantasmas?... (com medo)

Plasticão – Qual fantasma, qual quê! Somos os ecopontos! E estamos aqui debaixo desta montanha de lixo!

Papelão – Tira-nos daqui!

Vidrão – Ninguém nos usa, mas o lixo é tanto que as pessoas já nem sequer nos vêem!

Pilhão, Rolhão e Electrão – (todos juntos) É uma falta de respeito por nós!!!

Jornalista – Realmente…

Oleão – Eh, não se esqueçam de mim! Sou gorduroso, mas faço muita falta!...

 

(O Jornalista afasta o lixo e encontra as sete estranhas criaturas, vestidas das várias cores associadas a cada ecoponto : amarelo, azul, verde, vermelho, laranja, vermelho e castanho)

 

Jornalista – (Curioso) Mas quem são vocês afinal?! Apresentem-se e pode ser que eu vos entreviste para o meu jornal…

Ecopontos – (todos juntos) Nós somos os Ecopontos da cidade da Lixolândia!!!

Jornalista – Muito prazer! (estende a mão para cumprimentar, mas depois volta atrás, lembrando-se do lixo…)

Ecopontos – (todos juntos) Qual prazer!!! (tristes) Estamos p’ra aqui abandonados e sujos, porque ninguém sabe que existimos…

Jornalista – (interessado) Contem, contem! (e liga o gravador ou aponta o microfone)

Vidrão – (tomando a palavra) Eu, como mais velho, é que devo explicar!

Os outros Ecopontos – (a falar ao mesmo tempo, sem ordem) – Nem penses nisso! Eu é que devo falar por todos!...

Jornalista – (irritado) Desculpem lá, mas assim não nos entendemos! Vou começar dos mais pequeninos para os maiores, um de cada vez. Pode ser?

Ecopontos – (amuados) Se queres assim…

Jornalista – (dirigindo-se ao Pilhão) Tu, pequenino, quem és?

 

(O Jornalista vai ouvindo com muita atenção e espanto todos os ecopontos)

 

Pilhão – (muito satisfeito por ser o primeiro) Eu sou o Pilhão e colecciono as pilhas descarregadas de todo o tipo. Se não as colocarem cá dentro o mercúrio e outros metais perigosos podem contaminar a Terra! Adoro as pilhas de relógios, porque são redondinhas e saborosas. (lambe-se) E ando sempre às cavalitas do vidrão… (ri-se)

Vidrão – (conformado) Que remédio!...

Jornalista – Ah, não sabia… Pensei que iam todas para o lixo…

Ecopontos – (todos juntos) Não, não! (levantando o indicador)

Rolhão – Agora sou eu! (triste) Eu sou o Rolhão e ninguém me liga nenhuma… Eu só como rolhas de cortiça. Principalmente aquelas que vêm das garrafas de vinho e outras bebidas. Essa cortiça é reaproveitada para muitas coisas em vez de ir para o lixo comum sujar a Terra!

Jornalista – Tenho tantas lá em casa na gaveta da cozinha e não sabia onde as devia deixar!…

Oleão – (às cotoveladas, chegando-se à frente) Agora sou eu, o Oleão! Eu recolho os óleos alimentares devidamente colocados em garrafas de plástico fechadas. Se esse óleo for despejado pelo cano vai poluir milhões de litros de água e sufocar os peixinhos dos rios e dos mares. Para gorduroso, basto eu!

Jornalista – (enojado) Tem toda a razão!...

 

(Os outros ecopontos afastam-se dele)

 

Vidrão – (alto) Posso falar?! Eu, para além de ser do Sporting, adoro vidro, de todos os feitios, tipos e cores, menos lâmpadas e porcelana. (com desprezo) São muito finos…

Plasticão – Eu cá não sou esquisito. Embalagens de plástico e metal é comigo. E bem aproveitado, tudo o que me dão pode ser reutilizado. Ah, e já agora, as tampas das garrafas devem ser tiradas e as embalagens espalmadas para ocupar menos espaço!

Jornalista – (com espanto) Muito bem!

Papelão – Eu também não sou esquisito! O meu sonho era trabalhar numa escola… Adoro papel e cartão de todas as formas e cores. Mas bom mesmo era que só me utilizassem depois de usar muito bem os dois lados da folha e que não gastassem folhas novas para fazer aviões e bolas de papel, não é meninos?! (para o público e para as crianças que começaram a aproximar-se deste grupo e a ouvir com muita atenção)

 

Cena 3

 

Electrão – (muito aflito) Então e eu?! Não se esqueçam de mim! Sou novo, mas muito útil. Aceito tudo o que é electrodoméstico avariado e sem arranjo : torradeiras, aquecedores, dvd’s…

Jornalista – Vocês sabiam disto, meninos?!

Crianças – (em desordem…) Acho que o meu professor já falou disso na escola, mas ele é um chato e nós só ouvimos metade do que ele diz, às vezes!...

Ecopontos – (todos juntos) Se o vosso Professor falou de nós, é porque é nosso amigo e vosso também. A Terra é de todos e todos a devem proteger, desde pequeninos. (para as Crianças e Público) Querem ouvir uma canção?

Crianças – É uma canção sobre o quê?!

Ecopontos – (todos juntos) Sobre nós, claro!!! (e cantam)

 

 

(com a música do hino da Escola Básica 2, 3 Almirante Gago Coutinho – Lisboa, de José Carlos Almeida)

 

Nós somos os sete ecopontos

Da cidade da Lixolândia.

Se não quiserem ser uns tontos

Vamos fazer uma Ecolândia.

 

Basta colocar todo o lixo

No ecoponto adequado.

E depois de fazerem isso

Vamos limpar p’ra outro lado.

 

A Terra é tão cheia de cores

E temos de a ajudar,

Por isso sigam nosso conselho

E vamos todos RECICLAR!

 

E vamos todos RECICLAR!

 

(A letra pode estar afixada para que o público possa acompanhar. As Crianças podem acompanhar com instrumentos a canção. Enquanto os Ecopontos cantam, outras Crianças separam o lixo em sete montes e a cidade fica limpa.)

 

Ecopontos – (espantados) Olhem para a cidade! Está limpa! Que bonita!

Crianças – E foi tão fácil!

Cena 4

Adultos – (com as malas e os dedos no nariz) Meninos, onde estavam?!

Crianças – Aqui, com os Ecopontos!

Adultos – Com quem?

Crianças e Ecopontos – (todos juntos) Eles!!! Nós!!!

Adultos – (sem perceber nada) Ãh?!

Ecopontos - (todos juntos) Nós! Sempre aqui estivemos, mas como nunca nos usaram, o lixo tomou conta da vossa cidade. Mas agora que já sabem o que fazer ao lixo, já podemos mudar o nome desta Cidade para Ecolândia. O que vos parece?

Adultos e Crianças – Aprovado!!! A partir de agora não vamos deixar que o lixo tome conta da nossa linda cidade.

Adultos, Crianças e Ecopontos – (para o Público) Combinado?!

(Cai o pano, onde houver, ou canta-se novamente a canção da cena 3)

5 de Janeiro de 2011

FIM


moacir antonio esquevani a 21 de Abril de 2014 às 01:21
A lixolandia passou a existir devido a descuido com o proprio lixo agora como esse se tornou um produto economico na area de reciclagem de restauração e de enercia de energia então a coisa mudou peça de teatro cinema e outros então o rodo anel hoje tem que ter o rodo lixo o "Rodolix".

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